Hoje é dia de Frida!

Porque há 105 anos nascia essa mulher que trouxe cor para a vida dela e para a vida de tantas pessoas... como eu!
Um dos posts mais acessados do meu blog é um que eu fiz há 2 anos atrás com fotos dos quadros e fotos dela... dá uma olhada aqui!!
Então dessa vez eu resolvi mostrar dois livros que eu tenho dessa artista incrível!
Frida Kahlo - Suas Fotos (Cosac Naify)

Kahlo (Taschen)



A primeira (e única vez) que eu vi um quadro da Frida foi no meu querido MALBA... minha emoção se dividia pois era a primeira vez que eu também via o Abaporu!!!
Aí não teve jeito...trouxe um postal (sempre compro postais em museus) e uma penseira*!

















é isso... leiam, apreciem, sintam....


























FELIZ DIA DE FRIDA!!!!

4 comentários:

Anônimo disse...

Ganhei (perdi) meu dia.
E baixa a coisa fria
também chamada noite, e o frio ao frio em bruma se entrelaçam, num suspiro.

E me pergunto e me respiro
na fuga deste dia que era mil
para mim que esperava,
os grandes sóis violentos, me sentia
tão rico deste dia
e lá se foi secreto, ao serro frio.

Perdi minha alma à flor do dia ou já perdera bem antes sua vaga pedraria?
Mas quando me perdi, se estou perdido antes de haver nascido
e me nasci votado à perda
de frutos que não tenho nem colhia?

Gastei meu dia. Nele me perdi.
De tantas perdas uma clara vianpor certo se abriria de mim a mim, estrela fria.

As arvores lá fora se meditam.
O inverno é quente em mim, que o estou berçando e em mim vai derretendo este torrão de sal que está chorando.

Ah, chega de lamento e versos ditos
ao ouvido de alguém sem rosto e sem justiça, ao ouvido do muro, ao liso ouvido gotejante de uma piscina que não sabe o tempo, e fia seu tapete de água, distraída.

E vou me recolher ao cofre de fantasmas, que a notícia de perdidos lá não chegue nem açule
os olhos policiais do amor-vigia.
Não me procurem que me perdi eu mesmo como os homens se matam, e as enguias à loca se recolhem, na água fria.

Dia, espelho de projeto não vivido,
e contudo viver era tão flamas na promessa dos deuses; e é tão ríspido em meio aos oratórios já vazios em que a alma barroca tenta confortar-se mas só vislumbra o frio noutro frio.


Meu Deus, essência estranha ao vaso que me sinto, ou forma vã, pois que, eu essência, não habito vossa arquitetura imerecida; meu Deus e meu conflito, nem vos dou conta de mim nem desafio as garras inefáveis: eis que assisto
a meu desmonte palmo a palmo e não me aflijo de me tornar planície em que já pisam servos e bois e militares em serviço da sombra, e uma criança que o tempo novo me anuncia e nega.

Terra a que me inclino sob o frio
de minha testa que se alonga,
e sinto mais presente quando aspiro
em ti o fumo antigo dos parentes,
minha terra, me tens; e teu cativo
passeias brandamente como ao que vai morrer se estende a vista
de espaços luminosos, intocáveis:
em mim o que resiste são teus poros.
E sou meu próprio frio que me fecho
Corto o frio da folha. Sou teu frio.

E sou meu próprio frio que me fecho
longe do amor desabitado e líquido,
amor em que me amaram, me feriram
sete vezes por dia em sete dias
de sete vidas de ouro, amor, fonte de eterno frio, minha pena deserta, ao fim de março,
amor, quem contaria?

E já não sei se é jogo, ou se poesia

ELEGIA

Anônimo disse...

drummondeando...

Anônimo disse...

amo te

flor pra ti

Anna Kuhl, diga kil disse...

Rrá, tenho esse livro também!